"Diálogos no Silêncio"

De 10 de julho a 10 de setembro 2020

As experiências devem ser habitáveis e não visitáveis. Roland Barthes, em seu livro, Câmara Clara, destaca esta questão por intermédio da fotografia. Para o autor, o desejo de habitação parte da observação que temos sobre nós mesmos, com o outro e com os lugares, de observarmos com cuidado o que sentimos, de levarmos adiante as sensações de estar em algum lugar ou do interesse em ir a algum lugar ainda não visitado. Aonde gostaríamos de ir/estar vivendo e de habitar? Em relação a esta reflexão, estaríamos mais habitando nas coisas ou visitando-as? Mesmo antes de entrarmos em um estado de isolamento físico, condicionado por uma pandemia, já vivíamos em um estado de isolamento causado pela virtualidade. Os diálogos em encontros físicos se tornaram escassos com preocupações de visualizarmos postagens, mensagens e curtidas, .... Nossos acessos as tecnologias e nossa aceleração no tempo, já pouco permitiam silenciarmos e habitarmos nos diálogos. Nosso silêncio se transformou em algo ensurdecedor, tornou-se um desafio permitir senti-lo e tê-lo.

A exposição Diálogos no Silêncio abre uma proposta de abertura a habitarmos a experiência das obras presentes na Mostra, em um recorte de trabalhos que passam a fazer parte do acervo Candeeiro. As obras selecionadas, criam diálogos que circulam a paisagem e suas mudanças, questões do corpo e suas ausências, naturezas, retratos.... Como habitar nestes temas e não apenas visitá-los? Comecemos os diálogos...

Heldilene Reale e Natan Garcia

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